12.8.09

bloqueio criativo

poucas coisas me deixam tão incoformadas na labuta diária quanto o cerceamento à informação na internet. para quem fica o dia inteiro diante do computador, blogues e redes sociais são como dar uma volta num jardim ensolarado: inspiram, ampliam o foco e impulsionam a criatividade para além dos sites oficiosos das grandes corporações.

nada mais atrasado do que o bloqueio a este tipo de páginas na web. mas, infelizmente, pelo menos no ministério da justiça, parece que o mundo moderno ainda não conseguiu uma brecha para arejar as cabeças compactadas num passado remoto.

quantas vidas, gerações após gerações, se dedicaram a aprimorar a técnica para libertar o homem dos limites geográficos, é uma pergunta que sempre me faço quando aquela tela de acesso restrito se abre no monitor. é o carimbo digital do pensamento arcaico.

a galáxia pipocando de coisas interessantes por aí e eu lá, sentada numa cadeira desconfortável de repartição pública, servil à uma lógica que não consigo compreender. pobres burocratas que ainda não aprenderam a navegar pela contemporaneidade e insistem em ancorar as mentes livres no seu universo limitado.gov.br.

6 comentarios:

  1. Kalango Bakunin23:44

    sem sol nem cores
    um pequeno ditador
    pisa nas flores

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  2. a mal tiempo buena cara02:06

    sem sol nem amores
    o grande ditador
    proibe as cores

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  3. nei 8114063402:49

    riscos no céu
    rastros destrelas cadentes
    olhos cegos solitários

    hoje às 4 da madrugada,
    chuva de meteoros das cefeidas
    infelicidade é ver só
    mesmo que não ver
    oportunidade perdida na vida

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  4. aventura na noite?03:11

    Linhas de luz
    Descem do infinito
    No chifre da lua

    Nesta noite só
    Me escondo na cama
    De costas pro céu

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  5. Kalango Bakunin01:09

    de repente uma lua cheia no sinal vermelho ilumina a alma até o verde

    1a 2a 3a e vamos nós
    descendo nas tesourinhas
    subindo nas entrequadras
    parando na padaria
    ligando o alarme do carro
    andando nos pilotis
    abrindo a portaria
    a porta do apartamento vazio

    comendo sem sentir gosto
    ligando computador

    checando e-mails e blogs
    qual náufragas mensagens embotelladas

    os amigos encravados
    nas suas televisões

    Brasilia virou São Paulo

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  6. Nessas horas, o que seria de mim sem meus bloquinhos na bolsa?

    Mas falar sozinho é mesmo muito chato...

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