12.2.09

Passear em si

Perambulou pela casa atrás de uma taça de vinho e, inebriada, tropeçou na mágoa que havia deixado num canto.



Liberdade

Mudou-se para o hospício de livre vontade. Quis fugir dos talões e cartões. Do crédito e débito. Das contas. E tantas outras correntes....


7 comentarios:

Cínthya Verri dijo...

'passear em si'

ótimo isso.

Anónimo dijo...

Obrigado por ter ouvido a súplica
Agora sonho com felizes estrelas flutuantes depois de sentir o tropeção na mágoa esquecida.
Valeu!!!!!!!!!!

Silvestre Gavinha dijo...

Microcontos? Grandes poemas.
Adorei

Ma Santha dijo...

ora ou outra o que largamos no canto reaperece [com força].

Luciane dijo...

Oi Fernanda!
Cheguei aqui pelo blog da Cinthya e adorei! De metida que eu sou, escrevo um microconto meu:

"Chutei o balde. Que me restou? Aguaceiro na sala, dedão roxo"

Passarei aqui mais vezes para ler o que tu contas :)

Devir dijo...

Minha sala já não é mais da casa
na medida em metros quadrados nem possui cantos entulhados de mim

Minha sala se explode por aí e
só não morro porque sou social
recolho todas até pequenas mágoas

Posso ser tudo além do passado
neste momento estou bem presente
e depois sempre é melhor não saber

aquele abraço

valeria soares dijo...

Perfeito!