15.9.10

dói nos cotovelos



lendo este texto aqui no blog da maria, fiquei matutando sobre o ciúme, este sentimento controverso que constela muitas relações humanas.

vejo o ciúme como um sentimento bruto. uma pedra não lapidada. os amantes que tropeçam no ciúme são descuidados com o próprio amor. ou com o amor próprio, o que vem a ser quase a mesma coisa, afinal. não conheço um só benefício trazido pelo ciúme, embora já tenha visto muita destruição em função dele.



parto do pressuposto de que todos os sentimentos são legítimos e de que, portanto, não devem ser sonegados - precisam ser sentidos. o ciúme, inclusive. contudo, creio que seja possível encontrar maneiras de manifestá-lo sem grandes prejuízos ao amor.


mas, para isso, convém deter-se num detalhe importante: é preciso bebê-lo sem deixar-se envenenar de súbito. quem zela pela felicidade deveria ter a delicadeza de diluir o ciúme no oceano das boas vivências. é recomendável sorvê-lo solitariamente antes de simplesmente oferecê-lo ao outro.


não há tempo o suficiente na vida para desenvolver relacionamentos que valorizam o ciúme. ou, falando de uma forma mais direta, em outras palavras, mais curtas, expressas, palavras para se carregar num bilhetinho no bolso, palavras para gravar feito tabuada, endereço completo ou rg:

ciúme: se tiver que sentir, sinta. mas pense duas vezes antes de passar adiante.

2 comentarios:

Maria Cláudia Cabral dijo...

gratíssima pela citação do e o comentário no blog. Já tuitei seu post, não pude resistir, posto que sou fã de carteirinha.

Foi meio catártico o texto, quando li Carpinejar não pude evitar os macacos pulando, assim como você não conseguiu deixar passar o barco do ciúme sem pegar essa caroninha. Tema suculento esse tal de ciúme, não é mesmo?

vinicius dijo...

É porque esse povo não sabe o que é um nheim... ;)