28.1.10

sonho:

"com nosso amor ninguém compete.
amor assim, gostoso assim,
pertinho assim, na quitinete".

esse era o refrão do novo hit brega brasiliense. o compositor havia conquistado o primeiro lugar num concurso de uma rádio local. ele se chamava sandro, 36 anos, moreno, magro, nada demais. era funcionário na esplanada dos ministérios e estava aproveitando o gostinho da fama recente. virou celebridade na repartição. ele e sua mulher, carla, viviam numa quitinete na quadra 412 norte da capital federal. ela estava muito orgulhosa do marido. o que ninguém sabia é que ele também era um procuradíssimo assassino em série. conquistava suas vítimas com poesias. e eu era uma detetive romântica, pronta para me enrolar e desenrolar o caso.

acordei com a música do sandro na cabeça, uma lástima.




eu tenho muitos sonhos esquisitos como esse
e daqui para frente vou me livrar deles aqui.
=)
caso alguém se interesse em passear pelos becos da minha psiquê, a tag que vai arquivar meus sonhos, na nuvem de ideias acima, à direita, é 'sonhar não custa nada'.

2 comentarios:

Lua da Paz dijo...

eu achei bem interessante.

Grã dijo...

"um sonho é o que te proponho"
;)


...
no início já percebia algo diferente naquela mulher, não identifiquei o que era - hoje acho que era o cheiro do perigo... sempre sentia-o à tempo, mas daquela vez ele veio camuflado e o buquê era irresistível.

O mais indicado era dar um tempo para perceber melhor o que se passava, não consegui, o impulso era sempre inexorável e quando retomava o controle já tinha enviado mais um poema-enigma.

Sentia-lhe os passos próximos e passava a ser um desafio manter-lhe o interesse, como fui tolo!
...