28.1.10

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civilizada

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mais agrária do que urbana,
procuro em vão as sementes
esmagadas pela multidão.
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ainda sou eu, ainda sou?
me busco no espelho d' água:
só encontro vitrines.




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quando as ruas se fecham
e as tropas capitalistas avançam,
me interiorizo.

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todos os meus sentidos
estão imbuídos de uma missão:
andar na contramão.



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3 comentarios:

dansesurlamerde dijo...

o problema, né Nanda, é que às vezes cansa andar na contramão.
saudade.
beijo.

vini dijo...

este tem que ir pra antologia, hein nandita? Besos!

fernanda barreto dijo...

pois é, bê.
às vezes cansa.
aí a gente vai de cazuza:
nandando contra a corrente só para exercitar todo músculo que sente.
=)