7.8.11

benção da morada

para saudar a casa nova, 
uma poesia para a casa velha:













 
Cor do texto
a casa me distrai com suas poeiras e novidades. tenho intimidade com seus cantos. e componho com seus silêncios. 
nada na casa me estranha: 
meto a mão por toda a parte. 
reviro cada uma das gavetas, mudo a lógica dos seus amários.

e planto:
ideias, avencas, rotinas.


a casa não sabe por onde eu ando. nem desconfia o quanto eu sinto vontade dela. 
  a casa toda vazia acende em mim uma vela. 
sua calmaria me abduz mais que a buzina das ruas, e da janela se vê uma praça. 
 árvores, joão de barro, 
gente que fica e que passa.

a casa
bem que podia, fazer inda mais minha alegria,
criar meia dúzia
de asas.





4 comentarios:

Eduardo Baró dijo...

uuuuuu
eso es una casa, cada arquitecto debería tener esto pegado en su mesa...
gracias fer, Gisele y yo te seguimos

Lua Nova dijo...

Minha linda, estou extasiada com seus textos... não resisto e vou comentando... esse está lindo.
É assim que todo mundo deveria se sentir dentro da própria casa, como se ela fizesse parte do nosso corpo ou vice-versa... Não falo de apego, falo de se sentir bem no lugar que escolhemos para ser o nosso lar.
É um texto "aconchegante"...
Beijokas.

Ual dijo...

Adorei o texto.
Vou roubar com os devidos créditos. Posso?
Bjs

Vinícius Carvalho dijo...

casa linda! ;)